onde nos leva a arte
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Salinas Animais
Música: Saregama, Fragments Native Flute Mix, 4D Reality
Fotografia: José Ferreira
Projecto Final da cadeira de Fotojornalismo
Espaço vazio ou reserva natural? As salinas de aveiro estão divididas entre a visão de quem lá vai. Uns vêm um espaço vazio, memória de outros tempos em que o sal era penosamente retirado ao mar; outros uma reserva natural onde várias espécies de aves coabitam e se alimentam.
Quer a memória, quer o habitat natural merecem ser preservados, antes que desapareçam todas as memórias etnológicas que unem o presente da cidade ao seu passado ou que fujam todos os animais que acabam por contribuir para a beleza natural da zona e para o seu potencial turístico.Eu próprio fui um dos que teve de lá voltar mais que uma vez para ver mais do que apenas uma face desse espaço. Na primeira vi apenas uma planície cáustica, limpa de animais, mas não de sinais da presença deles. Um local de grande beleza natural, mas que era apenas um reflexo do passado.
Da segunda vez que lá voltei consegui ver o outro lado das salinas: o de ecossistema com um equilíbrio frágil que serve de refúgio para muitas aves: flamingos, íbis, garças, gaivotas... Vi como este pedaço de terra constantemente perdido e recuperado ao mar sustenta estas espécies mesmo à entrada de uma cidade.
Encalhadas entre rio e mar a Marina da Troncalhada, apesar de vazia de marnotos, ainda vende sal.
Este habitat encontra-se duplamente ameaçado. A construção da já antiga A-25 veio roubar um pouco do seu espaço e trouxe consigo poluição atmosférica e sonora. As cegonhas pareceram não se importar com isso e construiram os seus ninhos ao longo do percurso.
Agora, acompanhando este traçado, vai ser construído um viaduto ferroviário que ligará ao Porto de Aveiro. Este viaduto avança sobre as salinas, conquistando para si ainda mais deste espaço. Vai atravessar uma reserva natural e separar um pouco mais Aveiro das salinas que, no passado, fizeram a sua riqueza.
Não sei medir o impacto natural desta obra. Mas posso usar a fotografia para documentar o presente para, no futuro, se poderem medir os impactos. Assim temos uma arma preciosa na luta contra o esquecimento, contra as pessoas que dizem que as coisas não são, nem nunca foram, bem assim.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
"A única obscenidade que conheço encontra-se na violência" - James Douglas Morrison
mulher ferida com o seu bebé num hospital em Gaza
um homem carrega uma criança ferida até um hospital em Gazaquinta-feira, 11 de dezembro de 2008
O Poema
Retrato de Rilke, Paula Modersohn-BeckerA Pantera (No Jardin des Plantes, Paris)
De tanto olhar as grades seu olhar esmoreceu e nada mais aferra.
Como se houvesse só grades na terra:
grades, apenas grades para olhar.
A onda andante e flexível do seu vulto em círculos concêntricos decresce,
dança de força em torno a um ponto oculto no qual um grande impulso se arrefece.
De vez em quando o fecho da pupila se abre em silêncio.
Uma imagem, então, na tensa paz dos músculos se instila
para morrer no coração.
(Rainer Maria Rilke)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Cristianismo vs. catolicismo

Numa abordagem inteligente e baseada em estudos aprofundados dos Evangelhos, mostra-nos o lado menos óbvio da herança cristã, uma filosofia esotérica que pode ter feito evoluir a ideia de persona greco-romana e a ideia de cidadania democrática (utópica ou não, isso são outros quinhentos). Não existe, a meu ver, história alguma mais fascinante do que a que serve de mote a este livro.
Podia dizer muito mais mas estou certa de que me confundiriam com uma fervorosa adepta das ideias de Cristo. Que se calhar, para espanto de alguns, já sou.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Kingdom of Fear
Thompson, Hunter S., Kingdom of Fear : Loathsome Secrets of a Star-crossed Child in the Final Days of the American Century (2004)
sábado, 22 de novembro de 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Ensaio sobre a Surdez
sábado, 1 de novembro de 2008
Life on Mars
Não deixem de ouvir a versão de Neil Hannon e Yann Tiersen, é genial e a minha favorita!
http://www.youtube.com/watch?v=8lO0Aoq4mIw
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
This World and Body
FILME 30/2008 - This World and Body from fast forward portugal on Vimeo.
Vencedor do festival fastforward realizado o passado fim de semana em Braga
Sinceramente como participante e estive lá nomento em que foi projectado. achei desde logo genial e comentei com convicta certeza que seria o vencedor.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Expiação
"A Prisão de Cristo ou o Beijo de Judas", (1573 e 1602) de Michelangelo Merisi da Caravaggio 1573-1610terça-feira, 21 de outubro de 2008
Evolução e Involução
Não é a ilustração da questão mas foi a imagem que consegui arranjar!segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Encontro
Caravaggio era dono de uma sensibilidade intemporal, inigualável. Qualquer tema, religioso ou profano, merecia um tratamento realista e cuidado. Humano, acima de tudo. Escolheu a pintura que não mente nunca. A luz vinda de um pincel mágico (divino?), sem esboço prévio.
Matou dois homens, morreu na miséria.
domingo, 19 de outubro de 2008
"sempre beijando a flor"
Vamos lá elevar a intelectualidade nacional!
Quase laranja, um amarelo torrado pelas viagens. Clemente e a sua abelha-mestra!
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Inverno de Bolso
Neste que é o seu primeiro sopro, uma certeza: ter conseguido conjugar o verbo emocionar no pretérito quase perfeito, transformando uma trintena de minutos numa banda de sonora de vida(s)
Um uivo para amostra…
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Imunização Racional (Que Beleza!)
por enquanto deixo só o vídeo... porque precisamos de uma planície racional a que regressar. O músico é Tim Maia.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Ao Pé do Sena, pela mão de Ariadne
Tem cornos, como os sábios e os inimigos da vida.
É metade boi e metade homem, como todos os homens.
Violava e devorava virgens, como todas as bestas.
Filho de Pasifae, foi irmão de um verso de Racine,que Valery, o cretino, achava um dos mais belos da “langue”.
Irmão também de Ariadne, embrulharam-no num novelo de que se lixou.
Teseu, o herói,e, como todos os gregos heróicos, um filho da puta,riu-lhe no focinho respeitável.
O Minotauro compreender-me-á, tomará café comigo, enquanto o sol serenamente desce sobre o mar, e as sombras,cheias de ninfas e de efebos desempregados,se cerrarão dulcíssimas nas chávenas,como o açúcar que mexemos com o dedo sujo de investigar as origens da vida"





