
Faleceu na madrugada de 14 de Abril, um dos artistas populares portugueses (e por ser popular, mal conhecido) que mais me marcou, em conjunto com Júlia e Rosa Ramalho. Quem conhece a estrada que liga a Ericeira a Mafra, lembra-se de passar pelo Sobreiro, do cheirinho a pão com chouriço, da música de arraial e, principalmente, das obras do oleiro José Franco, um homem de poucas palavras, mas que insirava admiração em todos. Lembro-me de ser pequenina e posar junto aos moinhos, impaciente para entrar na "aldeia em miniatura", e de espreitar sempre para o canto onde ele trabalhava, indiferente aos barulhentos visitantes.Jorge Amado chamava-lhe "queridinho", e assinou a mensagem da escultura que lhe dedicaram na aldeia típica do Sobreiro:
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José Franco, artista do barro e da vida...
...um grande homem do povo...
...um português que nasceu com o dom misterioso da beleza e a distribui como um bem de todos...
José Franco, artista do barro e da vida...
...um grande homem do povo...
...um português que nasceu com o dom misterioso da beleza e a distribui como um bem de todos...
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(Jorge Amado)
(Jorge Amado)
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As palavras são poucas para agradecer aquilo que me fez sonhar e o quanto contribuiu para uma infância mais cor-de-rosa nas minhas férias de Verão.
A última vez que lá estive já era mãe de uma recém-nascida, e espero que a aldeia do José Franco se mantenha até a minha filha ter idade para a apreciar tal como eu apreciei, quando ia de férias para sul.